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Artigo de opinião por Tiago Barros
O objetivo destes artigos será o de partilhar e discutir temáticas e experiências que me parecem fundamentais para o crescimento da modalidade e dos seus agentes, sempre tendo como pano de fundo que todas estas propostas são apenas pontos de partida, e nunca algo fechado.
Como sabemos, em Portugal, o Futsal tem, de uma forma gradual, conquistado um reconhecimento e notoriedade desportiva, social e cultural inequívoco, culminando em resultados desportivos internacionais relevantes.

Na minha (curta) experiência como praticante da modalidade e como treinador, deparei-me com situações onde eram privilegiadas diferentes componentes no treino:
* Demasiada importância à dimensão “física” como base para um bom rendimento no jogo;
* Quantidades desproporcionadas de exercícios apelando apenas à “dimensão técnica”;
* Abordagem demasiado mecanizada da dimensão “tática”, treinando jogadas estereotipadas no complexo processo de jogo;
* Dificuldade de comunicação do treinador/equipa técnica e treinador/atletas;
* Diferentes tipos de liderança do treinador.

Assim, deparei-me com algumas questões práticas nomeadamente:
* “Qual a melhor metodologia de treino?”
* “Qual o melhor tipo de liderança?”
* “Qual a melhor forma de comunicação?”

Obviamente que a melhor resposta para estas perguntas será a mesma: “A que ganha!”

Nestes próximos artigos, tentarei (permitam-me a ousadia), de forma prática, abordar alguns pontos no sentido de estruturar aquele que foi o meu “pensamento metodológico” para obter algumas respostas a estas perguntas.

1. Futsal como Jogo Desportivo Coletivo (JDC)
Muitos autores referem que o Futsal conquistou o seu lugar no universo dos JDC, pois esta modalidade apresenta características comuns às demais modalidades deste grupo tais como:

* a existência de uma bola, pela posse da qual lutam as duas equipas;
* um espaço delimitado (terreno de jogo);
* a presença de um alvo para atacar e outro a defender (balizas);
* cumprimento de regras de jogo e cooperação com colegas de equipa e oposição dos adversários com objetivo comum;
* imprevisibilidade de ações de natureza complexa, entre outras.

Torna-se então necessário uma melhor compreensão do jogo, por parte dos treinadores e jogadores, através do estabelecimento de regras (princípios) de comunicação, concretizado através de ações motoras especificas (técnica) coletivas coordenadas (tática).

Mas então o Futsal será um jogo técnico-tático ou tático-técnico?

Termino este meu primeiro artigo por agradecer toda a disponibilidade dos responsáveis do site, na pessoa do Artur Moreira. Uma palavra de apreço igualmente para todos os colaboradores do Futsal Distrital.

Tiago Barros (Licenciado em Desporto e Educação Física / Treinador de Futsal Nível III)

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