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Artigo de Opinião por Óscar Rosas
Pode um árbitro errar? Claro que pode. É humano um juiz enganar-se.

Erros no desporto sempre existiram e vão continuar a existir. Em todos os agentes. E, provavelmente, os erros mais decisivos nem são dos árbitros. São dos jogadores e dos técnicos.

Mas este artigo é sobre os árbitros. Tenho a convicção que o nível da arbitragem portuguesa está melhor. É-lhes dada cada vez mais formação (regulamentos, regras, etc) e se ele tiver sido (como é cada vez mais frequente) atleta, tiver conhecimento e vivências da modalidade, melhor ainda. Permite-lhe mais facilmente ignorar o que não provoca falta e definir melhor uma acção ilícita. Mas, a meu ver, o factor primordial para definir um bom árbitro é a sua personalidade. Um árbitro tem de se impor durante o jogo. A personalidade que ele revela no decurso das competições é que o prestigia (ou não) perante treinadores, jogadores e e dirigentes que, rapidamente, detectam as qualidades do árbitro e que faz com que aceitem melhor as suas decisões.
Mas os árbitros (os bons, os maus, todos sem excepção) erram. Poderá haver uma ínfima percentagem de erros premeditados. Isso não é tolerável… é batota. Mas erros normais são próprios de um ser humano que tem de tomar dezenas de decisões num jogo e a maioria delas são correctas.
Um árbitro tem de ser muito forte mentalmente já que se fala dos seus erros e raramente das suas boas decisões.
Mas quando erra e esse erro tem influência no resultado ninguém como eles se sente tristes com tal decisão errada. Infelizmente foi tomada, no momento, porque são humanos.
É a pior doença do árbitro: o sofrimento do homem consigo mesmo.
Mas poucos reconhecem isto. É mais fácil transformar o árbitro em bode expiatório.

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